
Behind the Scenes
De Portugal para as nossas mesas: a viagem das castanhas até ao Seabra Foods
Há produtos que chegam às prateleiras para cumprir uma função. E há aqueles que, antes mesmo de serem colocados no carrinho, já despertam uma memória.
Para muitos portugueses que vivem nos Estados Unidos, a castanha é um desses produtos.
Ela lembra a chegada do outono, o cheiro das castanhas assadas, os encontros em família e as tradições que atravessam gerações. Lembra o Magusto, o Dia de São Martinho e aquelas mesas em que a comida nunca foi apenas comida. Era também uma forma de reunir as pessoas.
Mas, para que essa tradição continue presente na vida de quem está longe de Portugal, as castanhas percorrem uma longa trajetória.
Tudo começa em Portugal, onde as castanhas são selecionadas e preparadas para seguir viagem até aos Estados Unidos.

Deixam para trás o país onde fazem parte da cultura e embarcam carregando algo que não aparece nas embalagens: a memória de quem cresceu à espera desta época do ano.
Depois de atravessarem o Atlântico, chegam ao aeroporto nos Estados Unidos. A partir daí, passam pelos procedimentos de inspeção e pelo tratamento fitossanitário necessário para que possam entrar no país com segurança.

É um processo cuidadoso, que acontece antes de seguirem viagem até às lojas do Seabra Foods.
Quando finalmente chegam às prateleiras, poucos clientes imaginam quantas etapas foram necessárias para que estivessem ali. Para quem as encontra, porém, o sentimento pode ser imediato.

Viver noutro país também significa aprender a conviver com a distância.
Sentimos falta das pessoas, dos lugares, das conversas e até de momentos que, antes de partirmos, pareciam fazer parte de uma rotina comum. Com o tempo, descobrimos que certos sabores têm a capacidade de nos aproximar novamente de tudo isto.
Talvez seja por esse motivo que encontrar um produto do nosso país tenha tanto significado. Não é apenas uma compra. É uma pequena reconexão com aquilo que deixámos para trás.
No caso das castanhas portuguesas, essa ligação também passa pelas tradições que continuam vivas mesmo longe de Portugal. Elas chegam às casas para serem assadas, partilhadas e colocadas novamente no centro da mesa, como fizeram parte de tantas outras mesas ao longo da vida.

O país mudou, a morada é outra e talvez algumas pessoas importantes estejam longe. Ainda assim, por alguns instantes, o sabor é capaz de nos levar de volta.
A trajetória das castanhas ajuda a mostrar o que existe por trás dos produtos internacionais encontrados no Seabra Foods.
Antes de chegarem às lojas, cruzam países, passam por processos de importação e percorrem um caminho que exige planeamento, cuidado e muitas pessoas envolvidas.
Mas existe também uma viagem que não aparece nos registos de transporte: aquela que acontece quando um produto encontra alguém que estava com saudades.
As castanhas saem de Portugal, atravessam o Atlântico e chegam às nossas lojas. Depois, seguem para muitas casas, onde passam a fazer parte de novos encontros e de tradições que continuam a ser preservadas deste lado do oceano.

Porque, para quem vive longe, matar saudades nem sempre significa voltar.
Às vezes, significa apenas encontrar um sabor conhecido à nossa espera na prateleira.